Archive for the ‘Relatos do dia-a-dia’ Category

o pai do ano – relatos do dia-a-dia 08

23/04/2010

Este relato vem da série “As Aventuras do Vovô” e deveria se chamar:
“O caso da voz estridente”

Tudo começou em meio a indignação do Vovô com sua netinha.
Isso porque para o Vovô a netinha não lhe dava a devida atenção e não gostava de se comunicar com ele.
Diante desta situação o Vovô decidiu observar como as outras pessoas da família conversavam com sua netinha afim de solucionar o problema da falta de comunicação entre Avô e neta.
Depois de um bom tempo observando ele constatou que para conversar com a netinha era necessário fazer uma voz estridente pois todos faziam vozes estridentes e a netinha adorava.
Indignado então, o Vovô soltou a frase:
“- Ela não conversa comigo pois só gosta de voz estridente igual a de vocês! A minha voz é suave por isso ela não gosta!”
A família ao ouvir a frase se voltou para o Avô que tentava de alguma forma se comunicar com a netinha.
Quando então repararam o Vovô segurando na mão um boneco do Bob Esponja de cabeça pra baixo todo desajeitado brincando com a netinha ! 😦
Coitado do Bob Esponja!!!
Eita Vovô será que o problema é a voz mesmo ou seria falta de “DJEITO”? hehehe 🙂

o pai do ano – relatos do dia-a-dia 07

06/04/2010

Esse relato vem da série “Papai e Mamãe de primeira viagem” e deveria se chamar:

“Aprendiz de Encantadora de Bebês”

Nos primeiros meses de vida do bebê, o Papai e a Mamãe de primeira viagem tentam pesquisar sobre as suas dificuldades afim de encontrarem soluções para seus problemas.
Uma das grandes dificuldades está relacionada aos horários que o bebê dorme nos 3 primeiros meses.
Ao pesquisar na internet sobre este assunto você logo encontrará dicas de uma americana que se auto-intitula “A Encantadora de Bebês”.
Foi aí que a história começou…

Era noite e a Mamãe lia atentamente as dicas da “Encantadora” para colocá-las em execução no dia seguinte.
A dica era mais ou menos assim:
“Para que seu bebê tenha um sono longo durante a noite você deve amamentar ele de duas em duas horas a partir das 18:00hs até as 24:00hs. Mama as 18:00hs, 20:00hs, 22:00hs e 24:00hs. Na ultima mamada ele estará com o estomago bem cheinho e irá pegar no sono pesado.”
Com a dica anotada a Mamãe pensou:
“Agora é só aguardar e amanhã colocar os ensinamentos na prática!”
Na tarde do outro dia a Mamãe começou com o procedimento:

18:00hs – Lá foi a Mamãe amamentar sua filhinha.
A Mãmãe ofereceu a mamadeira e a filha mamou, mamou e mamou bonito!

18:15hs – Missão cumprida!

Agora é só aguardar o horário da próxima mamada.

20:00hs – É hora da mamadeira.
A Mamãe foi até sua filha para amamentá-la porém a filha não quis saber de mamar.
Diante dessa situação a Mamãe pensou rápido e decidiu esperar mais alguns minutos para fazer uma nova tentativa de amamentação.

20:30hs – Nova tentativa de mamada.
Como todo bom brasileiro que não desiste nunca, lá foi a
Mamãe novamente amamentar sua filha.

20:45hs – Missão cumprida! Agora a filha aceitou a mamadeira!

Novamente é hora de esperar o próximo horário, e como a segunda mamada foi as 20:30hs e as mamadas deveriam ser de 2 em 2 horas, a próxima mamada ficou para as 22:30hs.

22:30hs – É hora da mamada.
Lá foi a Mamãe novamente amamentar.
Chegou até sua filha, ofereceu a mamadeira e… ela ACEITOU!

22:45hs – Que beleza! Missão cumprida!

Muito animada com o andar das coisas a Mamãe pensou:
“Agora só falta a das 24:00hs e pronto, minha filha vai dormir bonitinha!”

O tempo passou e um imprevisto aconteceu…

23:00hs – A filha vomitou a mamada das 22:30hs.
“Opa, isso aí não estava nos planos! E agora?” Pensou a
Mamãe.

E agora?
E agora são 24:00hs e a filha não dormiu. 🙂

Será que a Mamãe fez algo errado? 😦
Será que o procedimento é esse mesmo e a criança dorme cansada de tanto vomitar? 🙂
Será que estes ensinamentos da “Encantadora” não são tão genéricos quanto parecem? 😦
Será? Será? Será? São tantos “serás” que as vezes não sabemos o que será!
O que sabemos agora é que as vezes o melhor é esperar, e logo nossas crianças se adequam aos nossos horários e nós nos adequamos às nossas crianças. 🙂

o pai do ano – relatos do dia-a-dia 06

26/03/2010

Direto da série “Trapalhadas do Vovô e da Vovó”
Essa história deveria se chamar:

“As Crônicas da Vovó
O Mercado, a Lâmpada e o Soquete”

Tudo começou em uma ida dos meus pais ao supermercado.
Chegando ao supermercado ele (meu pai) foi logo pegando um carrinho e ela (minha mãe) começando as compras.
Pega um refrigerante aqui, um detergente acolá e vão caminhando pelo supermercado.
Ela caminhando bem ligeira e dinâmica, já ele com andar mais tranquilo e observador.
Durante as compras ele faz um lemprete à ela de que precisam comprar uma lâmpada.
Devido a ligeireza no andar, ela chega primeiro ao setor de lâmpadas e já sai a procura da lâmpada que necessitam.
Olha uma, olha outra, pega uma e pega outra.
Passado algum tempo e após manusear algumas lâmpadas ela decide sair do setor de lâmpadas de mãos vazias.
Na sequencia chega ele ao setor de lâmpadas e também sai à procura da mesma lâmpada.
Olha de um lado, olha de outro e…. Rárá!!! Está ali a bendita lâmpada!
Depois de achar a lâmpada ele começa a procurar um soquete para testá-la.
Enquanto ele procura o soquete, ela o vê no setor de lâmpadas e volta pra falar com ele:
Ela: – Ué, está procurando o quê?
Ele: – Um soquete pra testar essa lâmpada.
Ela: – Um soquete pra teste? Tem um soquete pra testes aqui ó!
Ele: – Ah, esse eu já tinha visto mas não serve pois é 220V e essa lâmpada aqui é 110V.
Nesse momento ela para e fica calada por alguns instantes.
Na sequencia, com uma fisionomia meio sem graça, conclui o assunto com a seguinte frase:
– Vixi… então foi por isso que quando coloquei a lâmpada lá fez TZZZZZZIIIIIIII!!!!!!
Ê vovó, este foi o motivo que lhe fez sair do setor de lâmpadas de mãos abanando!?! Hehehe 🙂
Seria esse mais um sintoma de Vovózisse ou apenas um sinal de má sinalização dos setores no supermercado?

o pai do ano – relatos do dia-a-dia 05

17/02/2010

Hoje vou narrar aqui uma história que aconteceu com um colega de trabalho e sua netinha.

Esse colega de trabalho deve ter entre 50 e tantos e 60 e tantos anos, seu biotipo é estilo Stênio Garcia e para nós ele é conhecido como Dânquim.

Num belo dia sentado no sofá de sua casa, Dânquim observava sua netinha pedindo algo para o pai (Obs.: O pai da netinha é filho dele).

O pai da netinha do Dânquim ouviu o pedido de sua filhinha e por algum motivo, que não me vem a memória e nem ao caso, resolveu que não deveria realizar a vontade da filhinha.

A netinha ficou meio tristonha mas não desistiu do seu desejo e foi logo em direção do avô para lhe fazer o mesmo pedido.

Nosso amigo Dânquim, como todo avô ou avó, não resistiu ao pedido da netinha e logo se interessou pelo assunto.

E quanto custa isso que você quer? Perguntou Dânquim à sua netinha.

Dois reais! Respondeu a netinha.

Se são só dois reais eu compro pra você! Respondeu Dânquim à sua netinha finalizando assim a conversa.

Saíram então de mãos dadas, o avô e a netinha, em direção a venda pra satisfazer o desejo da menininha que agora estava muito feliz.

No caminho pra venda a netinha ficou calada por alguns instantes e depois disse para o avô: – Vô, coitada das crianças que não tem vô!

Por quê? Perguntou Dânquim à sua netinha.

E ela respondeu: – Porque vô é quem tem dinheiro!

Dânquim caiu na gargalhada. Eita criança esperta!

Lendo um trecho de um livro, indicado pelo meu tio Rubens, enxerguei grande semelhança entre o relato do Dânquim e o estudo do autor do livro.

O livro se chama “O que toda criança gostaria que seus pais soubessem” foi escrito pelo psicólogo Dr. Lee Salk *.

Acredito que esse trecho do livro traduza os fatos ocorridos com meu colega de trabalho e é com ele que concluo o relato de hoje.

No livro o autor diz: “Eu poderia acrescentar que os avós não querem realmente estragar os netos. Acho que eles apenas querem ter todas as vantagens de ser pais sem as desvantagens. Talvez seja este um direito que herdam quando alcançam o estado de avós.”

*Confira mais informações sobre o livro na nova seção “Eu recomendo”

o pai do ano – relatos do dia-a-dia 04

10/02/2010

Outro dia eu estava assistindo a um programa infantil da TV aberta e presenciei um momento um tanto pitoresco.

Neste programa infantil os apresentadores distribuiam premios pra criançada que ligava lá afim de participar de brincadeiras.

Os apresentadores recebiam as ligações, perguntavam o nome da criança, depois perguntavam qual o premio que a criança gostaria de ganhar e por fim realizavam a brincadeira.

A variedade de premios era diversa incluindo premios como videogames, bonecas, jogos de tabuleiro, bicicletas e até notebooks.

Numa dessas ligações falava uma senhora que dizia querer ganhar um premio para sua netinha. Não me lembro exatamente do nome da Vovó e de sua netinha porém a história foi mais ou menos assim…

Apresentadora: – Alô, quem fala?

Vovó: – Alô aqui é a Maria. Quero ganhar um premio pra minha netinha!

Apresentadora: – E qual o nome e a idade da sua netinha?

Vovó: – Minha netinha se chama Mariana e tem 6 meses.

Apresentadora: – E qual o premio que a senhora gostaria de ganhar pra sua netinha?

Vovó: – Um notebook!

Ao ouvir a resposta da Vovó a apresentadora ficou muda. Passado alguns segundos a apresentadora retomou o diálogo: – A Senhora quer ganhar um notebook pra sua netinha?

Vovó: – Isso, quero ganhar um notebook.

Apresentadora: – Mas sua netinha tem apenas 6 meses. Não seria melhor outro premio, tipo uma boneca? Não que eu tenha a ver com isso. É a senhora quem decide.

Vovó: – Quero ganhar um notebook mesmo!

Insatisfeita a apresentadora volta a perguntar: – Tem certeza que não prefere outro brinquedo?

Nesse momento a vovó deve ter ficado meio sem graça com as investidas da apresentadora e trocou o premio…

Vovó: – …. Éeeeee…. acho que vou preferir a boneca mesmo.

Depois de toda a discusão, a brincadeira rolou e a Vovó ganhou a boneca pra sua netinha.

Agora fico pensando se a Vovó queria mesmo o notebook pra netinha e ficou frustada em ter que ficar com a boneca ou então se a Vovó ficou frustrada por não ter ganho um notebook pra ela mesma.

Duro mesmo é pensar na hipótese dessa senhora não ter nem netinha e ter que decidir o que fazer com a bendita boneca!

o pai do ano – relatos do dia-a-dia 03

02/02/2010

Hoje vou começar meu relato lançando uma pergunta:

Será que existem requisitos básicos para a pessoa se tornar Avô?

É claro que pra ser Avô ela precisa ter um filho ou uma filha e esse filho ou essa filha também precisa ter um filho ou uma filha para que esse venha a ser o neto ou neta. Porém a dúvida que tenho é quanto ao comportamento e atitudes.

Comecei a pensar nessa questão quando meu pai chegou pra mim e disse para eu fazer uma tirinha do Avô e Avó do ano. Como argumento desse pedido ele usou uma história que aconteceu algumas semanas antes no seu local de trabalho.

Após ouvir a história fui pra casa pensando nela e me lembrei de uma outra história da época em que eu era criança na qual fiz uma viagem para Foz do Iguaçu com  meus pais, meu irmão e meu avô.

A primeira história, cronologicamente falando, aconteceu em meados do ano de 1992. Fazíamos uma viagem por Foz do Iguaçu, Paraguai e Argentina. Nos hospedamos em um hotel de Foz do Iguaçu. Ali ficamos alguns dias e visitamos as Cataratas do Iguaçu e outros pontos turísticos da região. Em um desses dias andávamos pelos arredores do hotel quando meu avô feliz da vida fez o seguinte comentário:

“- Nossa, essa minha bermuda é muito boa! Olha só, tem esses bolsinhos quadradinhos aqui na frente que são excelentes para colocar o maço de cigarro.”

Quando olhamos a bermuda reparamos que ele a tinha vestido de trás pra frente e por isso daqueles bolsinhos quadradinhos excelentes. No mesmo momento caímos todos na risada.

A segunda história aconteceu agora em 2010 com meu pai (que agora também é avô).

Num belo dia de janeiro meu pai acordou cedo, tomou seu banho, vestiu uma bela camisa vermelha, tomou café da manhã, fez seus afazeres do lar e saiu para trabalhar. No decorrer do seu dia de trabalho ele recebeu um fornecedor que foi lhe fazer uma entrega de um material que ele havia solicitado. Este fornecedor ao se deparar com meu pai logo reparou na sua bela e chamativa camisa vermelha e lhe fez um elogio:

“- Olha só que bela camisa. Isso sim é camisa de patrão! Muito elegante.”

Ao receber o elogio ele ficou todo feliz.

No término da conversa com o fornecedor meu pai retornou à sua sala de trabalho e sentou-se na sua cadeira esticando suas pernas pra frente. Ao esticar as pernas pra frente seus pés ficaram um ao lado do outro e ele então reparou que o sapato que ele vestia no pé direito não era par do sapato que vestia no pé esquerdo.  No mesmo momento caiu na risada e ficou feliz de estar vestindo aquela bela e chamativa camisa vermelha.

Pensando nessas duas histórias fiquei com a seguinte dúvida:

Será que existem requisitos básicos para a pessoa se tornar Avô ou seria mera coincidência?

o pai do ano – relatos do dia-a-dia 02

27/01/2010

Certas cenas do dia-a-dia não podem ser deixadas de lado sem que recebam uma atenção especial.

Durante a minha estadia na maternidade, como acompanhante da minha esposa para o parto de nossa filha, passei muitas horas do dia numa sala de espera no 2º andar da maternidade. Essa sala de espera era o local onde as famílias se reuniam aos montes para verem seus bebês ao nascerem, isso porque sempre que uma criança nascia a mesma era mostrada em um telão naquela sala. Essas apresentações, dos recém nascidos, eram bem legais pois tinham uma animação de uma cegonha que vinha trazendo o bebê e ao fundo rolava a trilha sonora “The Lion Sleeps Tonigth” interpretada pelo “The Tokens”.  Depois da animação aparecia a criança no berçário com todas as informações pertinentes a ela como o nome da mãe, pai, peso, tamanho, hora do nascimento e o sexo da criança.

Em uma dessas apresentações encontravam-se, na sala de espera, 3 garotos que também assistiam ao telão. Os garotos deviam ter idade entre 6 e 8 anos (dois de 6 anos e um de 8 anos).

Outras pessoas que também assistiam a apresentação disseram ao fundo:

“- Olha lá, é uma menininha!”

Ao ouvirem que era uma menininha os 3 garotos citados acima começaram um debate sobre o sexo da criança. Os dois mais novos ficavam apontando o telão como que se estivessem vendo um volume entre as pernas do bebê e isso lhes causava uma enorme e contundente dúvida:

“- Olha lá, tem um negócio ali! É menino!”

E o outro retrucava

“- Será que é menino? Não sei não!”

Nesse vai-e-vem de dúvidas os dois meninos mais novos foram levando a discussão enquanto o mais velho só olhava. Quando por um instante os dois meninos mais novos pararam de falar, o outro mais velho interveio no papo e disse:

“- É menina! Porque quando é menina é tudo rosa!”

Ao ouvirem a explicação os dois garotos mais novos concluíram imediatamente a discussão e sua dúvida.

Com isso fiquei encafifado com o fato dos dois garotos aceitarem tão facilmente a afirmação do mais velho e acabarem tão rapidamente aquela discussão que eu estava acompanhando. Fiquei pensando na frase do mais velho e me perguntava:

“- É rosa? Rosa? Menina é tudo rosa? O que ele quis dizer com isso?”

A partir daquele momento me prestei mais aos detalhes das próximas apresentações e reparei que quando o garoto mais velho disse aquela frase ele se referia a animação e apresentação do bebê que variava a cor do fundo, letras e bordas entre azul para menino e rosa para as meninas. Fiquei abismado pelo fato de eu não ter reparado nisso antes. Depois de algum tempo pensando acho que a resposta para esse fato de eu não ter reparado nas cores tem a ver com os conceitos que levamos durante a vida e que vão se transformando conforme o passar dos anos.

o pai do ano – relatos do dia-a-dia – 01

12/01/2010

É engraçado como cada pessoa reage de uma forma diferente diante dos fatos que ocorrem no dia-a-dia. Hoje vou relatar aqui o dia em que dei a notícia de que seria pai aos meus pais:

Ao saber que seria pai, fui até a casa dos meus pais para dar a notícia à eles. Chegando lá encontrei minha mãe na sala e na mesma hora lhe contei a novidade. Ao saber da minha paternidade ela ficou felicíssima, afinal a notícia dizia respeito ao nascimento de sua primeira neta. Saindo da sala em direção aos fundos da casa, encontrei meu pai e fui logo lhe contando a novidade também… aí é que entra a parte inesperada… ao saber da notícia, as sombrancelhas dele baixaram e ele soltou a seguinte frase: “Pô bicho, você me zuou hein, agora vou ter que dormir ao lado de uma Avó!” . Não que ele tenha ficado triste, pelo contrário, ele ficou feliz com a minha paternidade, o problema é se acostumar com a idéia de dormir ao lado de uma Avó!