o pai do ano – relatos do dia-a-dia 03

Hoje vou começar meu relato lançando uma pergunta:

Será que existem requisitos básicos para a pessoa se tornar Avô?

É claro que pra ser Avô ela precisa ter um filho ou uma filha e esse filho ou essa filha também precisa ter um filho ou uma filha para que esse venha a ser o neto ou neta. Porém a dúvida que tenho é quanto ao comportamento e atitudes.

Comecei a pensar nessa questão quando meu pai chegou pra mim e disse para eu fazer uma tirinha do Avô e Avó do ano. Como argumento desse pedido ele usou uma história que aconteceu algumas semanas antes no seu local de trabalho.

Após ouvir a história fui pra casa pensando nela e me lembrei de uma outra história da época em que eu era criança na qual fiz uma viagem para Foz do Iguaçu com  meus pais, meu irmão e meu avô.

A primeira história, cronologicamente falando, aconteceu em meados do ano de 1992. Fazíamos uma viagem por Foz do Iguaçu, Paraguai e Argentina. Nos hospedamos em um hotel de Foz do Iguaçu. Ali ficamos alguns dias e visitamos as Cataratas do Iguaçu e outros pontos turísticos da região. Em um desses dias andávamos pelos arredores do hotel quando meu avô feliz da vida fez o seguinte comentário:

“- Nossa, essa minha bermuda é muito boa! Olha só, tem esses bolsinhos quadradinhos aqui na frente que são excelentes para colocar o maço de cigarro.”

Quando olhamos a bermuda reparamos que ele a tinha vestido de trás pra frente e por isso daqueles bolsinhos quadradinhos excelentes. No mesmo momento caímos todos na risada.

A segunda história aconteceu agora em 2010 com meu pai (que agora também é avô).

Num belo dia de janeiro meu pai acordou cedo, tomou seu banho, vestiu uma bela camisa vermelha, tomou café da manhã, fez seus afazeres do lar e saiu para trabalhar. No decorrer do seu dia de trabalho ele recebeu um fornecedor que foi lhe fazer uma entrega de um material que ele havia solicitado. Este fornecedor ao se deparar com meu pai logo reparou na sua bela e chamativa camisa vermelha e lhe fez um elogio:

“- Olha só que bela camisa. Isso sim é camisa de patrão! Muito elegante.”

Ao receber o elogio ele ficou todo feliz.

No término da conversa com o fornecedor meu pai retornou à sua sala de trabalho e sentou-se na sua cadeira esticando suas pernas pra frente. Ao esticar as pernas pra frente seus pés ficaram um ao lado do outro e ele então reparou que o sapato que ele vestia no pé direito não era par do sapato que vestia no pé esquerdo.  No mesmo momento caiu na risada e ficou feliz de estar vestindo aquela bela e chamativa camisa vermelha.

Pensando nessas duas histórias fiquei com a seguinte dúvida:

Será que existem requisitos básicos para a pessoa se tornar Avô ou seria mera coincidência?

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2 Respostas to “o pai do ano – relatos do dia-a-dia 03”

  1. Rubens Says:

    Dei muita risada com os dois “causos”. Seus relatos estão cada vez mais inspirados.
    Não sei responder à questão que você levantou, mas parece que esse tipo comportamento é mais sintoma de terceira idade do que de “avosice”, o que talvez dê na mesma, pois a maior parte dos avôs já chegaram ou estão entrando na terceira idade.

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